
Sem saber
Estou sem saber. Sem saber o que escrever, sem ter o que contar. Estou ausente e, no entanto, aqui estou. Faço frente, principalmente, faço frente ao que me deixa descontente, sem alento, que apenas é aparente, porque vivo e por dentro grito, um grito rebelde que é de gente, de gente que é crente e sabe o que quer.

A wish for Spring
Vi uma andorinha, depois olhei com mais atenção e ali estavam duas, três, quatro… já não as conseguia contar. As andorinhas estão de volta! As andorinhas chegaram! Bem-vindas andorinhas, bem-vindas!

Vivendo o Inverno
Ao fim da tarde, enquanto o sol se aconchega no céu, tapando-se com o seu manto violeta, de leves tons dourados, sedoso e quase fresco, o momento é propicio à leitura, com lareira acesa, um copo de vinho e um quadradinho de chocolate. Enquanto os gatos se enrolam no cesto, coberto com uma fofa almofada e uma mantinha polar, o silencio, apenas cortado pelo crepitar do fogo…

Viver Sazonal
Já me ando a munir de mais do mesmo para o inverno, tenho adquirido alguns livros fantásticos do tipo Golden Age crime fiction e outros apropriados para o frio que se aproxima.
Partilho aqui uma lista com algumas sugestões que decidi adquirir para esta época de Outono/Inverno:

Sentir a paz
Ontem, dia 1 de Dezembro, senti vontade de dar início a esta leitura, assim, a cada princípio de noite, quando o trabalho do dia já terá terminado, fervo água, preparo uma tisana, subo até ao meu quarto, visto o pijama e leio um poema deste lindo livro. Será nesta meditação de fim de dia, que me envolverei na calma e silenciosa noite, rumo a um inverno que se aproxima lentamente.

Um ano depois
Hoje, 30 de abril de 2024 faz precisamente um ano que dei inicio a este site. Oficialmente, claro, quando tomei a decisão definitiva que sim, vou para a frente com isto!

O meu tio Diamantino
Hoje, sonhei com o meu tio Diamantino, Tino, como carinhosamente era conhecido pelos familiares e amigos. Diamantino, era o primogénito da avó Lourdes, mas o segundo filho do avô Manuel.

No cimo de uma colina
No cimo de uma colina, onde sopra o vento doce, existe uma casa pequenina, com uma lista de cor azul junto ao chão. De janelas e portas em madeira, esta casinha alberga dois, homem e mulher. Ao nascer do dia o vento trouxe um mensageiro, o mensageiro professou que no cimo do monte onde eu e tu vivemos, existirá uma ovelha e seu carneiro, dessa união nascerá um cordeiro, esse cordeiro virá só, cuidaremos dele e o acolheremos no nosso lar.

Tudo o que gostaria de te dizer, mas nada sai
Tantas memórias… Quando penso, “tantas memórias”, o que vejo? Eu a chegar a casa dos meus avós, embrulhada num cobertor, com as mãozitas de fora, ao colo de alguém, e vejo, o sorriso preocupado da minha avó, o sorriso derretido e encantado do meu avô. As primeiras palavras que me foram ditas:
- Tem mãos de pianista!

E assim, voltamos ao princípio…
Bebo chá verde com hortelã, por aqui são 07h40m, lá fora, nublado e frio. Agrada-me o inverno a chegar, acordar cedo, acender a salamandra cá em cima, e a lareira lá em baixo, na sala. Gosto desses momentos, em que todos dormem e apenas eu passeio pela casa, eu e os gatos, que me seguem por todo lado, com o seu miar matinal. Na cozinha, preparo um chá. abro as portas que dão para o pátio e espreito, sentindo o fresquinho da manhã tocar-me no rosto. Por esta altura, estou acompanhada pela minha Babushka, que muito relutantemente, se espreguiça até lá fora, soltando um pequeno latido, quando termina o seu bocejo.

Sr. Sexta-feira 13
O meu pai, era um homem difícil. Levava-me à escola e não me deixava ficar, eu chorava tanto, que ele simplesmente não conseguia. Passava o dia com ele na loja de desporto onde trabalhava das 9h às 17h, de segunda a sábado, em Algés. Depois das 17h futebol, treino, todos os dias, aos domingos, jogo. Muitas vezes, eu ia com ele aos treinos, ficava no banco à espera e observava. O meu pai ganhava asas nos pés, o seu rosto iluminava-se, e dos seus olhos, grandes, com uma profundidade que nos trespassava a alma e nos impunha respeito, saía um brilho que apenas nele, e só nele, se via naquele campo.

Reconstrução
Lembro-me de como na infância fazia planos, de como gostaria que fosse a minha vida adulta. Passava horas a folhear revistas imaginando, a cada imagem que via, construindo, um futuro de como eu sonhava que fosse. Nada do que tanto imaginei se concretizou. Talvez esteja a ser injusta com a vida, ou até, um pouco exigente em relação aos desejos… talvez. Mas, comecemos por partes. Começarei por elaborar uma lista das fases, que normalmente, nos devemos, ou nos ensinam, que assim, por esta ordem, nos devemos basear para dar inicio e organizar, a nossa vida.

Aniversariante, recebe presentes
Ontem foi o meu aniversário, dia 29 de Abril. Confesso, que a minha expectativa em relação a receber presentes é alta. Gosto. Sinto-me sempre acarinhada com a ideia de alguém passar pelo processo de escolher algo para me oferecer. E, de certa forma, impressionada com a criatividade e preocupação com a possível utilidade dos artigos, de quem oferece. Este ano recebi alguns presentes inesperados, como por exemplo, favas e laranjas,

O Dia Começa na Cozinha
O despertar de um cão que boceja, festinhas na cabecita felpuda de orelhas pontiagudas e olhos cor de âmbar, nariz preto e indiscreto, dentes afiados de lobo sorridente; mais um bocejo, seguido de um pequeno latido. Bom dia!